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27/05/2022
gptv.com.br
GASOLINA CARA, CARRO COM GNV E MUITO DESCUIDO: SÓ FALTA O FÓSFORO

Duas explosões de veículos equipados com equipamentos para abastecimento com Gás Natural Veicular (GNV), ambos em postos da rede Ipiranga, alertam: faltam medidas de segurança obrigatórias para o uso desse equipamento. De acordo com a Federação Nacional dos Organismos de Inspeção Veicular (Fenive), o aumento no preço dos demais combustíveis atrai novos consumidores para a conversão para o GNV. Mas, e a fiscalização?



Vale relembrar: um dos casos foi em 16 de março, quando um cilindro explodiu dentro do porta-malas e destruiu o veículo, em um posto de combustíveis na região entre Fortaleza e Maracanaú, no Ceará. Com o impacto, o cilindro foi parar em um terreno a 60 metros. Não houve feridos. O segundo caso ocorreu também em um posto em Ramos, zona norte do Rio de Janeiro, quando o equipamento de GNV explodiu, danificando completamente o veículo e o teto do estabelecimento.


Segundo o presidente da Fenive, Everton Pedroso, essas situações de explosão ocorrem por uma sequência de irregularidades. “O dono do carro instala um equipamento irregularmente e quase sempre não é feita a inspeção obrigatória e não há regularização do veículo. “Para piorar, no posto não exigem a apresentação do selo do GNV no momento do abastecimento.”, explica Pedroso.


A conversão deve ser realizada exclusivamente em empresas credenciadas pelo Instituto de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e devem passar por inspeção técnica para receber o certificado de segurança veicular.



A legislação federal determina a inspeção veicular anual inicial e periódica obrigatória para a renovação do Certificado de Segurança Veicular (CSV). A inspeção tem o objetivo de verificar fixação do suporte, se o cilindro está dentro da validade e se tem alguma avaria aparente, além de conferir o sistema de ventilação, o redutor de pressão, verificar pontos de possível vazamento, entre outras medidas que asseguram a qualidade da instalação do equipamento.


Após avaliação, o proprietário recebe o selo de inspeção, que comprova que o kit GNV, naquele momento, não apresentava vazamentos e que todos os componentes estavam dentro das normas de instalação e segurança previstas. Porém, a falta de fiscalização permite que sejam feitas alterações no sistema GNV e até a instalação do kit de conversão clandestinamente. “Há muitos proprietários que fazem a instalação de forma clandestina dos veículos e sequer passam por qualquer tipo de procedimento junto aos órgãos competentes, colocando em risco a vida das pessoas”, comenta Pedroso.


Legislação

Uma lei já em vigor – desde 5 de janeiro de 2022 – em Santa Catarina obriga os postos de GNV do estado a liberarem o abastecimento de veículos apenas por meio da identificação eletrônica e validação de autenticação do selo GNV, por intermédio de um chip. O chip está inserido no próprio selo GNV e entregue ao consumidor após a inspeção veicular.


MÍDIAS