REPERCUSSÃO
VIOLÊNCIA: HOMEM É MORTO A TIROS EM SANTA RITA
24/09/2021
gptv.com.br
PANDEMIA AUMENTA CRIMES CONTRA CRIANÇAS EM ZONAS DE CONFLITO, DIZ ONU

Afeganistão, República Democrática do Congo, Somália, Síria e Iêmen registraram o maior número de crimes graves contra menores. O número de crianças mortas ou feridas em conflitos chega a 8,4 mil. Cerca de 7 mil teriam sido recrutadas para lutar, sobretudo na República Democrática do Congo, na Somália, na Síria e em Mianmar.


Sem acesso a educação, saúde e serviços sociais devido à pandemia, as crianças tornam-se alvos ainda mais fáceis de criminosos. “As guerras dos adultos têm tirado a infância de milhões de crianças. Além de ser devastador para elas e suas comunidades, os abusos acabam com a chance de uma paz sustentável”, disse Virginia Gamba, secretária-geral na agência Children and Armed Conflict.


Além das violações às crianças, ataques a escolas e hospitais também foram prevalentes em 2020. E o fechamento de instituições de ensino com o objetivo de combater a Covid-19, em meio ao lockdown em alguns países, ainda permitiu a ocupação militar de muitos desses espaços.

Críticas


A organização Save the Children criticou o relatório por não incluir muitos dos autores das violações contra crianças na chamada “lista da vergonha”. Trata-se de anexo do documento que destaca países e entidades que não garantem a proteção de menores em meio a conflitos.


Conforme a organização, a coalizão saudita que combate os rebeldes houthis no Iêmen não entrou na lista, apesar de matar e mutilar até 194 crianças em 2020. “A a coalizão recebe luz verde para continuar destruindo a vida de crianças no Iêmen”, diz em nota.


A entidade também questionou a ausência de Israel na lista. A ONU registrou mais de mil violações graves contra 340 palestinos na Cisjordânia ocupada, além de Jerusalém Oriental e Faixa de Gaza. Só no ano passado, as forças do Estado judeu mataram oito crianças palestinas. Outras 87 relataram maus-tratos e violência física em detenção.


Apesar da inclusão de Mianmar na relação, faltaram países como Etiópia, Moçambique e Ucrânia, disse a Save the Children. “Embora tenha havido alguns passos positivos neste ano, não aplicar os mesmos critérios de forma justa e consistente pode ter consequências dramáticas para as crianças”, disse Inger Ashing, líder da organização.

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Tags: Afeganistão, Children and Armed Conflict, cisjordânia, Etiópia, faixa de gaza, iêmen, israel, Mianmar, Moçambique, Organização das Nações Unidas, República Democrática do Congo, Save the Children, síria, somália, Ucrânia


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