Médicos, professores, advogados e PMs receberam auxílio emergencial

17/07/2020

Levantamento de dados realizado pela Controladoria Geral da União (CGU) mostrou que 6.603 servidores públicos do Governo do Estado receberam indevidamente o auxílio emergencial pago pelo Governo Federal na pandemia do novo coronavírus. Conforme o estudo, 2.897 são servidores da Secretaria Estadual de Saúde, 2.614 são aposentados e pensionistas que recebem pela PBPrev, 466 são servidores da Secretaria de Educação, Ciência e Tecnologia e 150 são policiais militares.

Conforma a CGU, na SES os servidores que receberam o auxílio emergencial irregularmente são 133 Enfermeiros, 26 Assistentes Sociais, 21 Nutricionistas, 16 Fisioterapeutas, 7 Farmacêuticos, 5 Psicólogos, 3 Biomédicos, 2 Contadores, 2 Cirurgiões-dentistas, 2 Ouvidores, 2 Arquivistas, 2 Assessores de Imprensa, 1 Médico Radiologista, 1 Administrador, 1 Advogado, 1 Diretor e 1 Estatístico.

Já na Secretaria de Educação, levantamento da CGU mostrou o pagamento do auxílio emergencial a 68 Professores da Educação Básica, profissionais que possuem remuneração que varia entre R$ 6.030,04 e R$ 8.773,55. Na lista ainda estão 14 Diretores e 6 Vice-diretores de escolas.

Em relação às prefeituras e câmaras municipais, todas as 223 Prefeituras tiveram servidores que receberam auxílio emergencial indevidamente, totalizando 19.298 servidores, e, no caso do Legislativo Municipal, apenas 124 Câmaras de Vereadores tiveram servidores com recebimento indevido do auxílio emergencial, num total de 348 servidores.

Os dez municípios com maior número de servidores públicos que receberam auxílio emergencial indevidamente foram: Campina Grande (2.961), Bayeux (1.120), João Pessoa (926), Ingá (418), Patos (336), Conde (300), Sapé (293), Jacaraú (288), Cruz do Espírito Santo (275) e Cajazeiras (275). No caso das Câmaras de Vereadores, merecem destaque as Câmaras de Vereadores de Campina Grande (49), Conde (23), Cacimba de Dentro (10), Alhandra (8), Sousa (7), Juarez Távora (7), Cruz do Espírito Santo (6), Queimadas (6), Solânea (6), Caaporã (6) e Alagoa Grande (6).

No caso das Prefeituras, além dos 94 secretários municipais, o auxílio emergencial foi pago a 26 Advogados, Procuradores e Assessores Jurídicos, 21 Tesoureiros, 9 Médicos, 149 Enfermeiros, 68 Psicólogos, 48 Fisioterapeutas, 41 Odontólogos, 15 Farmacêuticos, 12 Fonoaudiólogos, 7 Engenheiros e 362 Agentes Comunitários de Saúde e de Combate a Endemias.

O superintende da CGU na Paraíba, Severino Queiroz, explicou que o órgão enfrenta “grande dificuldade” para manter contato com as Prefeituras e Câmaras Municipais, por ninguém atender as ligações feitas para os telefones que constam nos portais na Internet. Além disso, as correspondências eletrônicas enviadas paras as caixas de e-mail institucionais estão retornando. Ele solicitou que representantes das prefeituras e câmaras mantenham contato pelo telefone 83-2108-3046 ou pelo e-mail cgupb@cgu.gov.br, para obter a lista dos seus servidores que necessitam fazer a devolução do auxílio emergencial.

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